sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
EUA: redução de gases em 28% até 2020
Obama declarou que os EUA irão reduzir suas emissões de gases do efeito estufa em 28% até 2020 e servirá de exemplo ao desenvolvimento da “economia do verde”.
“Como o maior consumidor de energia nos Estados Unidos, temos uma responsabilidade com os cidadãos americanos de reduzir nosso consumo de energia e sermos mais eficientes”
“Nossa meta é reduzir os custos e a poluição, e canalizar as despesas de energia do Governo federal, passando do petróleo para a energia limpa”, disse Obama em comunicado divulgado pela Casa Branca.
“Como o maior consumidor de energia nos Estados Unidos, temos uma responsabilidade com os cidadãos americanos de reduzir nosso consumo de energia e sermos mais eficientes”
“Nossa meta é reduzir os custos e a poluição, e canalizar as despesas de energia do Governo federal, passando do petróleo para a energia limpa”, disse Obama em comunicado divulgado pela Casa Branca.
E o meio ambiente em 2010?
Já estou quase perdendo o rastro de tantos entreveros nas últimas semanas entre ambientalistas, ruralistas e ministros. O calor das acusações é também o termômetro de que assuntos da maior relevância estão sendo decididos. Mas é como assistir à aqueles filmes típicos do período da tarde na TV, que se repetem infinitamente. Dá sono, vontade de assistir outra coisa.
Esse é só mais um round de uma luta que vai completar oito anos em 2010 sem nenhuma modificação. A lição que se pode tirar disso que o governo Lula nunca deixará de ser esquizofrênico em matéria de política ambiental e de desenvolvimento. Prova disso é o ministro Minc clamando por convergência entre as pastas para manter as garantias ambientais acordadas na cúpula do governo, enquanto a ministra Dilma faz o seu apelo pela mesma convergência, só que para manter o cronograma das obras.
Enquanto o governo e a base governistas não se entendem, nem no Planalto e nem no Congresso, será que ninguém percebe que todos saem perdendo? Tanto a legislação ambiental que é mutilada sorrateiramente, quanto as amadas, santificadas obras que simplesmente não saem do papel. A hidrelétrica de Jirau segue embargada pelo Ibama, a de Belo Monte, pelo Ministério Público, e o PAC vai chegando à reta final com apenas 15% dos investimentos consolidados.
O que falta no Brasil, e aparentemente sobra nos Estados Unidos de Obama, é coerência de um projeto de país. É o dono da bola dizendo como é que o jogo deve ser jogado. Lula parece carecer de sensibilidade ou de refinamento intelectual necessários para liderar um projeto de desenvolvimento sustentável. Segue como um bombeiro tonto, apagando um foco de incêndio aqui e acolá, apaziguando farpas com seu estilo fanfarrão, mas sem jamais compreender que meio ambiente é matéria de desenvolvimento. Enquanto for tratado como assunto à parte, permanecerá um entrave.
Como será que esse assunto vai se apresentar na corrida presidencial? Se o candidatos prestarem atenção a pesquisas de opinião, como a encomendada pela Amigos da Terra ao Datafolha, saberão que 85% dos brasileiros acham que as irregularidades ambientais no campo deveriam ser cobradas dos infratores, e não anistiadas, ainda que isso represente aumento de preços dos alimentos. Outros números:
- 94% acham que é mais interessante para o País conter o desmatamento, em lugar de desmatar mais para produzir mais.
- 91% disseram que as leis ambientais deveriam ser mais rigorosas
- E 93% responderam que votariam em candidatos que dificultassem o desmatamento.
Posso estar sendo precipitada, mas sou capaz de apostar que a questão ambiental deve estar entre os grandes temas da disputa eleitoral no ano que vem. Resta saber se permanecerá como acessório, ou se surgirá um candidato capaz de reger a sua orquestra ao som da mesma música.
Esse é só mais um round de uma luta que vai completar oito anos em 2010 sem nenhuma modificação. A lição que se pode tirar disso que o governo Lula nunca deixará de ser esquizofrênico em matéria de política ambiental e de desenvolvimento. Prova disso é o ministro Minc clamando por convergência entre as pastas para manter as garantias ambientais acordadas na cúpula do governo, enquanto a ministra Dilma faz o seu apelo pela mesma convergência, só que para manter o cronograma das obras.
Enquanto o governo e a base governistas não se entendem, nem no Planalto e nem no Congresso, será que ninguém percebe que todos saem perdendo? Tanto a legislação ambiental que é mutilada sorrateiramente, quanto as amadas, santificadas obras que simplesmente não saem do papel. A hidrelétrica de Jirau segue embargada pelo Ibama, a de Belo Monte, pelo Ministério Público, e o PAC vai chegando à reta final com apenas 15% dos investimentos consolidados.
O que falta no Brasil, e aparentemente sobra nos Estados Unidos de Obama, é coerência de um projeto de país. É o dono da bola dizendo como é que o jogo deve ser jogado. Lula parece carecer de sensibilidade ou de refinamento intelectual necessários para liderar um projeto de desenvolvimento sustentável. Segue como um bombeiro tonto, apagando um foco de incêndio aqui e acolá, apaziguando farpas com seu estilo fanfarrão, mas sem jamais compreender que meio ambiente é matéria de desenvolvimento. Enquanto for tratado como assunto à parte, permanecerá um entrave.
Como será que esse assunto vai se apresentar na corrida presidencial? Se o candidatos prestarem atenção a pesquisas de opinião, como a encomendada pela Amigos da Terra ao Datafolha, saberão que 85% dos brasileiros acham que as irregularidades ambientais no campo deveriam ser cobradas dos infratores, e não anistiadas, ainda que isso represente aumento de preços dos alimentos. Outros números:
- 94% acham que é mais interessante para o País conter o desmatamento, em lugar de desmatar mais para produzir mais.
- 91% disseram que as leis ambientais deveriam ser mais rigorosas
- E 93% responderam que votariam em candidatos que dificultassem o desmatamento.
Posso estar sendo precipitada, mas sou capaz de apostar que a questão ambiental deve estar entre os grandes temas da disputa eleitoral no ano que vem. Resta saber se permanecerá como acessório, ou se surgirá um candidato capaz de reger a sua orquestra ao som da mesma música.
domingo, 25 de outubro de 2009
Governo vai recuperar piscinões da Grande São Paulo
Os piscinões estão localizados nas cidades de Taboão da Serra e Embu
O Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), autarquia vinculada à Secretaria de Saneamento e Energia, iniciou na quarta-feira, 19, o processo de licitação para limpeza e recuperação dos piscinões Nova República, Parque Pinheiros e Portuguesinha, todos na bacia do Pirajuçara. O trabalho inclui a remoção de 42 mil metros cúbicos de sedimentos e a substituição do sistema lógico de controle de níveis dos piscinões, sensores e cabos dos sistemas de bombas.
Localizado no município de Embu, o piscinão Nova República tem capacidade para armazenar até 110 mil metros cúbicos de água. Este piscinão entrou em operação em julho de 2000 e beneficia os bairros jardins Mitsutani e Leme, em Embu, e os municípios de Taboão da Serra e São Paulo.
O piscinão Parque Pinheiros está localizado no município de Taboão da Serra e controla as vazões do córrego Joaquim Cachoeira. Ele tem capacidade para acumular 117 mil metros cúbicos. O piscinão está em operação desde julho de 2000 e contribui para a redução de inundações no córrego Pirajuçara, em particular na região próxima ao largo de Campo Limpo.
Também localizado em Taboão da Serra, o piscinão Portuguesinha controla as vazões do córrego Poá. Com capacidade de 120 mil metros cúbicos, está em operação desde novembro de 2003. O piscinão possibilita a redução de inundações nos bairros de Vila Santa Luzia, Jardim Três Marias, Parque Santos Dumont, Paço Municipal de Taboão, entre outros.
O processo de licitação estará concluído dentro de 90 dias e a expectativa do DAEE é contratar as obras ainda este ano.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Efeito garrafa térmica
Nova geração de usinas solares garante eletricidade mesmo quando o sol se põe.
Ao contrário das convencionais, que usam a luz para ativar painéis fotovoltaicos, as usinas térmicas utilizam o calor dos raios solares, refletidos por espelhos e captados por uma torre receptora. Esse calor é usado para aquecer um fluido, geralmente sal liquefeito, que permanece estocado em reservatórios em alta temperatura — como café quente numa garrafa térmica.
O que é anarquismo verde?
O anarquismo verde ou ecoanarquismo é uma corrente filosófica que enfatiza a importância do meio ambiente para o bem-estar da humanidade e do planeta.
Os seguidores do movimento defendem a construção de um novo modelo social baseado, por exemplo, em ecovilas. Eles também dão mais importância à instituição familiar que ao trabalho e fazem uma veemente defesa dos animais, colocando-se contra seu confinamento em granjas, pastos ou currais ou contra o uso de cobaias em experimentos científicos.
Os seguidores do movimento defendem a construção de um novo modelo social baseado, por exemplo, em ecovilas. Eles também dão mais importância à instituição familiar que ao trabalho e fazem uma veemente defesa dos animais, colocando-se contra seu confinamento em granjas, pastos ou currais ou contra o uso de cobaias em experimentos científicos.
sábado, 3 de outubro de 2009
O primeiro parque ecológico de embu
Localizado em uma das várzeas do Rio Embu-Mirim, contribuinte da Represa do Guarapiranga, o Parque do Lago Francisco Rizzo abriga espécies nativas de vegetação, como taboas, aguapés e ciperáceas.
O visitante logo percebe que o espaço, próximo ao centro histórico, é especial: belo e tranquilo, possui 217 mil m² de natureza preservada, incluindo um lago de 56 mil m² cheio de peixes, gansos e cágados. Por mês, o espaço recebe 10 mil visitantes.
O charme da alameda central convida à caminhada. O visitante encontra pássaros de várias espécies e inúmeras árvores. Há playground, equipamentos de ginásticas, quiosques e pavilhão para exposição. Uma pista de Cooper margeia parte do lago e será reformada. Também existe um projeto de interligação do Parque Rizzo com o Parque da Cidade e a Praça da Lagoa.
Mediante agendamento, o parque oferece trilha monitorada. O roteiro conta com visitas ao Laboratório Vivo (experiências agroecológicas), horta comunitária, viveiro, Pontos de Entrega Voluntária (PEV) de materiais recicláveis, Ponto de Entrega de Catadores (PEC), Projeto Conviver, Brinquedoteca e Biblioteca. Mensalmente, cerca de 600 alunos das escolas do município participam da atividade. Nos próximos meses, o visitante ganhará outra atração: uma biblioteca ambiental para receber estudantes interessados
nesta temática.
Em 1996, dos 500 mil m² de área total da propriedade particular, 223 mil m² foram doados à Prefeitura de Embu, mediante isenções tributárias à área remanescente. O Parque do Lago Francisco Rizzo foi uma das seis áreas de conservação implantadas pelo Programa de Saneamento Ambiental da Bacia do Guarapiranga e entregue à população de Embu em 1997.
O visitante logo percebe que o espaço, próximo ao centro histórico, é especial: belo e tranquilo, possui 217 mil m² de natureza preservada, incluindo um lago de 56 mil m² cheio de peixes, gansos e cágados. Por mês, o espaço recebe 10 mil visitantes.
O charme da alameda central convida à caminhada. O visitante encontra pássaros de várias espécies e inúmeras árvores. Há playground, equipamentos de ginásticas, quiosques e pavilhão para exposição. Uma pista de Cooper margeia parte do lago e será reformada. Também existe um projeto de interligação do Parque Rizzo com o Parque da Cidade e a Praça da Lagoa.
Mediante agendamento, o parque oferece trilha monitorada. O roteiro conta com visitas ao Laboratório Vivo (experiências agroecológicas), horta comunitária, viveiro, Pontos de Entrega Voluntária (PEV) de materiais recicláveis, Ponto de Entrega de Catadores (PEC), Projeto Conviver, Brinquedoteca e Biblioteca. Mensalmente, cerca de 600 alunos das escolas do município participam da atividade. Nos próximos meses, o visitante ganhará outra atração: uma biblioteca ambiental para receber estudantes interessados
nesta temática.
A história do parque
A criação do parque foi importante passo para a recuperação ambiental do local. Na década de 1920, a propriedade pertenceu às famílias Rizzo e Giosa (a primeira homenageada com o nome do parque e a segunda com o nome da rua do local – Alberto Giosa) e foi utilizada como sítio de lazer. De 1958 a 1984, era local de mineração de areia. A atividade de extração foi interrompida. Os recursos se esgotaram; os taludes estavam comprometidos. No calor, o lago - uma antiga cava de areia - era frequentado pelos moradores como uma espécie de piscina pública.Em 1996, dos 500 mil m² de área total da propriedade particular, 223 mil m² foram doados à Prefeitura de Embu, mediante isenções tributárias à área remanescente. O Parque do Lago Francisco Rizzo foi uma das seis áreas de conservação implantadas pelo Programa de Saneamento Ambiental da Bacia do Guarapiranga e entregue à população de Embu em 1997.
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